|
Notícia de Quinta, 14 de Agosto de 2008
Canção Nova dá "adeus" a missionário exemplar
Da Redação Eliziane Alves/Canção Nova Monsenhor Jonas Abib preside missa de corpo presente de missionário da Canção Nova "Era um homem apaixonado pela salvação das almas". Foi assim que o fundador da Comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, definiu o missionário José Lacquaneti, 58 anos. "Seu Lacqua", como era conhecido pelos amigos, foi membro da comunidade durante 13 anos e morreu por volta das oito horas da noite de ontem, num hospital de Brasília (DF). Não resistiu a uma cirurgia, na qual lutava contra um câncer na vesícula, descoberto há dois meses. O corpo do missionário saiu na tarde de hoje da capital do País e chegou por volta das seis horas da noite à sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. Na missa de corpo presente, centenas de amigos e irmãos de comunidade prestaram as últimas homenagens e deram condolências à esposa e às duas filhas do "Seu Lacqua", que também são missionárias da Canção Nova. "Acima de tudo, era um pai de família exemplar", disse o administrador da Canção Nova, Wellington da Silva Jardim, conhecido como "Eto". O cantor e missionário Dunga destacou a disponibilidade constante do amigo e irmão de comunidade. "Ele não sabia dizer 'não' a um envio missionário para onde quer que fosse". Logo após a missa, o corpo foi enterrado no cemitério de Cachoeira Paulista, próximo à sede da Canção Nova. O missionário já atuou em várias casas de missão da Canção Nova pelo Brasil, e atualmente evangelizava na missão de Palmas (TO).
cancaonova.com
Notícia de Quarta, 13 de Agosto de 2008
Igreja Católica protesta contra foto de Carol Castro na Playboy; atriz se defende.
A Playboy de Carol Castro chegou às bancas na terça-feira (12) e apenas um dia depois já causa polêmica. De acordo com a coluna "Retratos da Vida", do jornal Extra, a Igreja Católica se manifestou a respeito de uma foto em que a atriz aparece vestida apenas com um corpete, os seios à mostra e um terço nas mãos. "Isso é um desrespeito. Não só com a Igreja Católica, mas com a fé de um povo. É absurdo usar um objeto de devoção das pessoas para fazer uma coisa como essa. Está na moda falar que essas fotos são um ensaio fotográfico. Mas, na verdade, não passam de um erotismo vulgar. Usar qualquer peça de devoção, nesse contexto, é desrespeitoso", disparou o padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo. Procurada pela coluna, Carol deixou claro que não pretendeu ofender ninguém ao posar para a foto. "Tive uma criação católica, fiz primeira comunhão. Peço desculpas se ofendi qualquer pessoa". A atriz ainda explicou, mais uma vez, que o tema do ensaio tem por base Dona Flor, personagem de Jorge Amado, e o editor-chefe da publicação também saiu em sua defesa: "Dona Flor é uma menina católica, que se casa virgem. Ela tem essa contradição entre a fé e a sensualidade". "Esta foto é da Flor viúva, chorando pela morte do marido, Vadinho", finaliza Carol.
brturbo.com.br
Notícia de Sexta, 18 de Julho de 2008
Bento XVI fala aos jovens presentes na Jornada Mundial da Juventude
Aproximai-vos do abraço amoroso de Cristo; reconhecei a Igreja como vossa casa
Queridos jovens,
Que grande alegria é para mim poder saudar-vos aqui em Barangaroo, nas margens desta magnífica baía de Sidney, com a sua famosa ponte e a Opera House! Muitos de vós são deste país, do seu interior ou das dinâmicas comunidades multiculturais das cidades australianas. Outros chegaram das ilhas disseminadas pela Oceania, outros ainda vieram da Ásia, do Médio Oriente, da África e das Américas. Entretanto um certo número chegou de tão longe como eu, ou seja, da Europa! Seja qual for o país donde vindes, finalmente estamos aqui, em Sidney! E juntos estamos presentes neste nosso mundo como família de Deus, como discípulos de Cristo, confirmados pelo seu Espírito para sermos testemunhas do seu amor e da sua verdade diante de todos. Desejo em primeiro lugar agradecer aos Anciãos dos Aborígines que me deram as boas-vindas antes de eu subir para o barco na Rose Bay. Sinto-me profundamente emocionado por me encontrar na vossa terra, sabendo dos sofrimentos e injustiças que esta suportou, mas ciente também da beneficiação e esperança agora em ato, de que justamente todos os cidadãos australianos podem ser orgulhosos. Aos jovens indígenas – aborígines e habitantes das Ilhas do Estreito de Torres – e Tokelauanos, exprimo o meu obrigado pelas tocantes boas-vindas. E, através de vós, envio cordiais saudações aos vossos povos. Senhor Cardeal Pell e Senhor Arcebispo D. Wilson: agradeço as vossas calorosas expressões de boas-vindas. Sei que os vossos sentimentos são o eco do quanto vai no coração dos jovens reunidos aqui nesta tarde e, por isso, a todos vos agradeço. Vejo diante de mim uma imagem vibrante da Igreja universal. A variedade de nações e culturas donde provindes demonstra que a Boa Nova de Cristo é verdadeiramente para todos e cada um; ela chegou aos confins da terra. E, no entanto, sei também que um bom número de vós ainda anda à procura duma pátria espiritual. Alguns dentre vós, sem dúvida alguma bem-vindos entre nós, não são católicos nem cristãos. Talvez outros de vós se movam na periferia da vida da paróquia e da Igreja. A vós desejo oferecer o meu encorajamento: aproximai-vos do abraço amoroso de Cristo; reconhecei a Igreja como vossa casa. Ninguém é obrigado a ficar de fora, porque desde o dia do Pentecostes a Igreja é una e universal. Nesta tarde, desejo abarcar também quantos não estão aqui presentes entre nós. Penso de modo especial nos doentes ou nos deficientes psíquicos, nos jovens encarcerados, em quantos penam à margem das nossas sociedades e naqueles que por qualquer razão se sentem alienados da Igreja. A eles digo: Jesus está perto de ti! Experimenta o seu abraço que cura, a sua compaixão, a sua misericórdia! Há quase dois mil anos, os Apóstolos, reunidos na sala superior da casa juntamente com Maria (cf. At 1, 14) e algumas mulheres fiéis, ficaram cheios de Espírito Santo (cf. Act 2, 4). Naquele momento extraordinário que marcou o nascimento da Igreja, a confusão e o medo, que se tinham apoderado dos discípulos de Cristo, transformaram-se numa convicção vigorosa e na certeza de um objetivo. Sentiram-se impelidos a falar do seu encontro com Jesus ressuscitado, que afetuosamente já tratavam por Senhor. Na sua diversidade, os Apóstolos eram pessoas comuns. Nenhum podia afirmar que fosse o discípulo perfeito. Não tinham conseguido reconhecer Cristo (cf. Lc 24, 13-32), deveriam envergonhar-se da sua ambição (cf. Lc 22, 24-27), tinham-No até negado (cf. Lc 22, 54-62). E todavia, quando ficaram cheios de Espírito Santo, sentiram-se trespassados pela verdade do Evangelho de Cristo e inspirados a proclamá-lo sem medo. Revigorados, gritaram: Arrependei-vos, fazei-vos batizar, recebei o Espírito Santo (cf. At 2, 37-38)! Fundada sobre o ensino dos Apóstolos, a união fraterna, a fração do pão e a oração (cf. At 2, 42), a jovem comunidade cristã saiu a terreiro para se opor à perversidade da cultura que a rodeava (cf. At 2, 40), para cuidar dos seus próprios membros (cf. At 2, 44-47), para defender a sua fé em Jesus que era hostilizada (cf. At 4, 33) e para curar os doentes (cf. At 5, 12-16). E, dando cumprimento ao mandato recebido do próprio Cristo, partiram testemunhando a maior história de todos os tempos: que Deus Se fez um de nós, que o divino entrou na história humana para poder transformá-la e que somos chamados a mergulhar no amor salvífico de Cristo que triunfa do mal e da morte. No famoso discurso feito no areópago, São Paulo introduziu a mensagem assim: Deus a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais, para que todas as Nações procurem a Deus e se esforcem por encontrá-Lo, mesmo tateando, embora não Se encontre longe de cada um de nós, porque é n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos (cf. At 17, 25-28). A partir de então, homens e mulheres partiram para contar a mesma história, testemunhando o amor e a verdade de Cristo e contribuindo para a missão da Igreja. Ao nosso pensamento vêm hoje os pioneiros – sacerdotes, freiras e frades – que chegaram a estas praias e a outras partes do Pacífico, vindos da Irlanda, da França, da Grã Bretanha e de outros lados da Europa. A maior parte deles eram jovens – alguns não tinham sequer vinte anos – e, quando se despediram para sempre dos pais, dos irmãos, das irmãs, dos amigos, bem sabiam que seria improvável o seu regresso a casa. As suas vidas foram um testemunho cristão livre de interesses egoístas. Tornaram-se construtores humildes mas tenazes duma herança social e espiritual tão grande que ainda hoje proporciona bondade, compaixão e orientação a estas nações. E foram capazes de inspirar uma geração nova. Vem à mente imediatamente a fé que sustentou a Beata Mary MacKillop na sua resoluta determinação de educar especialmente os pobres, e o Beato Peter To Rot na sua firme convicção de que o chefe duma comunidade deve pautar-se sempre pelo Evangelho. Pensai ainda nos vossos avós e nos vossos pais, os vossos primeiros mestres na fé. Também eles sacrificaram muito do seu tempo e das suas forças, movidos pelo amor que vos têm. Com o apoio dos sacerdotes e catequistas da vossa paróquia, eles têm o dever, nem sempre fácil mas altamente gratificante, de vos guiar para tudo o que é bom e verdadeiro, através do seu exemplo pessoal, do seu modo de ensinar e viver a fé cristã. Hoje é a minha vez. A alguns de nós, pode parecer que chegamos ao fim do mundo! Para as pessoas da vossa idade, qualquer vôo reveste-se sempre de uma perspectiva excitante. Mas, para mim, este vôo foi em certa medida causa de apreensão. E todavia a vista do alto sobre o nosso planeta foi verdadeiramente magnífica. As águas tremeluzentes do Mediterrâneo, a magnificência do deserto norte-africano, a floresta luxuriante da Ásia, a vastidão do Oceano Pacífico, o horizonte onde o sol se levanta e desce, o majestoso esplendor da beleza natural da Austrália de que pude gozar nos últimos dois dias; tudo isto gera um profundo sentido de reverente temor. É como se se captassem rápidas imagens da história da criação narrada no Gênesis: a luz e as trevas, o sol e a lua, as águas, a terra e as criaturas vivas. Tudo isto é «bom» aos olhos de Deus (cf. Gen 1, 1 – 2, 4). Imersos em tal beleza, era impossível não dar voz às palavras do Salmista que assim louva o Criador: «Como é grande o vosso nome em toda a terra!» (Sal 8, 2). Mas há mais; algo cuja percepção é difícil quando visto do alto dos céus: homens e mulheres criados nada menos que à imagem e semelhança de Deus (cf. Gen 1, 26). No coração desta criação maravilhosa, estamos nós: vós e eu, a família humana «coroada de glória e honra» (cf. Sal 8, 6). Que maravilha! Com o Salmista, sussurramos para Deus: «Que é o homem para Vos lembrardes dele?» (cf. Sal 8, 5). Imersos no silêncio, num espírito de gratidão, na força da santidade, pomo-nos a refletir. E que descobrimos? Com relutância talvez, mas chegamos a admitir que existem também feridas que desfiguram a superfície da terra: a erosão, o desflorestamento, o esbanjamento dos recursos minerais e marítimos para alimentar um consumismo insaciável. Alguns de vós chegam das ilhas-Estado, que se vêem ameaçadas na sua própria existência pelo aumento do nível das águas; outros de nações que sofrem os efeitos de secas devastadoras. Às vezes a criação maravilhosa de Deus é sentida quase como uma realidade hostil aos seus guardiões, senão mesmo como algo perigoso. Como pode o que é «bom» aparecer assim tão ameaçador? E mais:Que dizer do homem, do vértice da criação de Deus? Todos os dias deparamos com o gênio das conquistas humanas. Devido aos avanços nas ciências médicas e à sábia aplicação da tecnologia até à criatividade que se espelha nas artes, cresce de muitos modos e constantemente a qualidade de vida para satisfação das pessoas. Em vós mesmos, há uma pronta disponibilidade para acolher as abundantes oportunidades que vos são oferecidas. Alguns sobressaem nos estudos, no desporto, na música, ou na dança e no teatro; outros têm um sentido agudo da justiça social e da ética, sendo muitos os que assumem compromissos de serviço e de voluntariado. Todos nós, jovens e idosos, temos momentos em que a bondade inata da pessoa humana – perceptível talvez no gesto de uma criança ou na disponibilidade de um adulto a perdoar – nos enche de profunda alegria e gratidão. Mas tais momentos não duram muito. Por isso, levando por diante a nossa reflexão, descobrimos que não é só o ambiente natural que tem as suas cicatrizes, mas também o ambiente social, o habitat que nós mesmos criamos; feridas essas que indicam que alguma coisa não está certa. Também aqui, nas nossas vidas pessoais e nas nossas comunidades, podemos encontrar inimizades por vezes perigosas; um veneno que ameaça corroer o que é bom, plasmar de modo diferente o que somos e alterar a finalidade para a qual fomos criados. Os exemplos não faltam, como bem sabeis. Entre os mais salientes, contam-se o abuso de álcool e de drogas, a exaltação da violência e a degradação sexual, freqüentemente apresentados na televisão e na internet como divertimento. Pergunto-me como alguém, colocado face a face com pessoas que estão realmente sofrendo violência e exploração sexual, poderá explicar que tais tragédias, reproduzidas de forma virtual, devem considerar-se simplesmente como «divertimento». Além disso, há algo de sinistro que nasce do fato de liberdade e tolerância serem tantas vezes separadas da verdade. Isto é alimentado pela idéia, hoje largamente espalhada, de que não há uma verdade absoluta para guiar as nossas vidas. Na prática dando indiscriminadamente valor a tudo, o relativismo fez da «experiência» a coisa mais importante. Na realidade, as experiências, desligadas de qualquer consideração do que é bom ou verdadeiro, podem conduzir, não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral ou intelectual, a uma atenuação dos princípios, à perda da auto-estima e mesmo ao desespero. Queridos amigos, a vida não é governada pela sorte, nem é casual. A vossa existência pessoal foi querida por Deus, abençoada por Ele, tendo-lhe dado uma finalidade (cf. Gen 1, 28). A vida não é uma mera sucessão de fatos e experiências, por mais úteis que muitos deles se possam revelar. Mas é uma busca da verdade, do bem e da beleza. É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar por quantos vos olham como meros consumidores num mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabanda como beleza, e a experiência subjetiva suplanta a verdade. Cristo oferece mais… antes, oferece tudo! Só Ele, que é a Verdade, pode ser o Caminho e, conseqüentemente, também a Vida. Assim, o «caminho» que os Apóstolos estenderam até aos confins da terra é a vida em Cristo. É a vida da Igreja. E a entrada nesta vida, na vida cristã, é o Batismo. Por isso, nesta tarde, desejo recordar-vos brevemente algo da nossa noção do Batismo, antes de considerar amanhã o Espírito Santo. No dia do Batismo, Deus introduziu-vos na sua santidade (cf. 2 Ped 1, 4). Adotados como filhos e filhas do Pai, fostes incorporados em Cristo. Tornastes-vos morada do seu Espírito (cf. 1 Cor 6, 19). O Batismo não é um ato devido, nem uma recompensa: é uma graça, é obra de Deus. Por isso, na parte final do rito do Batismo, o sacerdote, dirigindo-se aos vossos pais e demais participantes e chamando-vos pelo nome, disse: «És nova criatura» (Rito do Batismo, 99). Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o vértice do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o «caminho» que satisfaz todo o anseio humano e a «vida» da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz (cf. ibid., 100). A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objetivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referimento ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global. Se Deus é irrelevante na vida pública, então a sociedade poderá ser plasmada segundo uma imagem alheada de Deus, e o debate e a política relativos ao bem comum serão conduzidos mais à luz das conseqüências que dos princípios radicados na verdade. A experiência, porém, demonstra que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem com inevitáveis repercussões sobre o resto da criação (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz 1990, 5). Quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». Aquilo que fora pomposamente exaltado como engenho humano, bem depressa se manifestou como loucura, avidez e exploração egoísta. E assim fomo nos consciencializando cada vez mais da necessidade de humildade perante a delicada complexidade do mundo de Deus. E que dizer do nosso ambiente social? Permanecemos igualmente alerta quanto aos sinais do nosso voltar as costas à estrutura moral de que Deus dotou a humanidade (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2007, 8)? Sabemos reconhecer que a dignidade inata de cada indivíduo assenta na sua dignidade mais profunda de imagem do Criador e que, por isso mesmo, os direitos humanos são universais, baseados sobre a lei natural, e não algo dependente de negociações ou de condescendência, e menos ainda de compromissos? Deste modo somos levados a refletir sobre o lugar que têm nas nossas sociedades os pobres, os idosos, os imigrantes, os sem voz. Como é possível que a violência doméstica atormente tantas mães e crianças? Como é possível que o espaço humano mais admirável e sagrado, o ventre materno, se tenha tornado lugar de violência indizível? Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não violência, o progresso sustentável, a justiça e paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congênita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Batismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sidney levareis pelo mundo! [Mi rivolgo ora con affetto ai giovani di lingua italiana. Cari amici, anche questa volta avete risposto numerosi al mio invito, nonostante le difficoltà dovute alla distanza. Vi ringrazio, e voglio salutare anche i vostri coetanei che dall’Italia sono spiritualmente uniti a noi. Vi invito a vivere con grande impegno interiore queste giornate: aprite il cuore al dono dello Spirito Santo, per essere rafforzati nella fede e nella capacità di rendere testimonianza al Signore risorto. Arrivederci! Chers jeunes francophones, poussés par le désir d’approfondir votre foi, vous êtes venus des extrémités de la terre pour vivre à Sydney l’expérience unique et communautaire d’une rencontre privilégiée avec le Seigneur. C’est l’Esprit Saint qui vous a rassemblés ici. Puisse-t-Il vous permettre de expérimenter sa présence dans votre cœur et vous pousser à rendre témoignage avec ardeur de Jésus-Christ mort et ressuscité pour vous!] Liebe Freunde, die ihr mich in meiner Muttersprache versteht, von Herzen grüße ich euch alle. Erweist euch überall als freudige Zeugen der frohmachenden Botschaft Jesu! Sprecht mutig von eurem Glauben, auch wenn ihr zuweilen auf Widerspruch stößt und das Kreuz der Ablehnung erfährt. Der Herr, der für uns ein größeres Kreuz getragen hat, wird euch beistehen. Gott schenke euch eine gute, gesegnete Zeit hier in Australien. Queridos jóvenes de lengua española, la misión de ser testigos del Señor en todos los lugares de la tierra es una apasionante tarea, que exige acoger su Palabra e identificarse con Él, compartiendo con los demás la alegría de haber encontrado al verdadero amigo que nunca defrauda. Que este reto agrande vuestra generosidad. Un saludo muy cordial a todos.] Queridos amigos dos vários países de língua oficial portuguesa, bem-vindos a Sidney! A todos saúdo com afecto: os de perto e os de longe. Lá, na vossa Pátria, tereis ouvido Jesus segredar-vos: «Sereis minhas testemunhas… até aos confins do mundo» (Act 1, 8). A viagem mais ou menos longa que enfrentastes para chegar até aqui, à Austrália ou – de seu nome cristão completo – «Terra Austral do Espírito Santo», não deixou em vós a sensação de terdes chegado aos confins do mundo? Pois bem! É com grande alegria que o Papa vos acolhe para vos confirmar como testemunhas de Jesus, por Ele acreditadas com o dom do seu próprio Espírito.
------------------------------------------------------------- 17 de julho de 2008 Papa Bento XVI
Notícia de Quarta, 16 de Julho de 2008
A história de Nossa Senhora da Soledade: Uma intercessora para o povo Simoense
A História prodigiosa de uma das mais antigas e veneradas invocações marianas da Venezuela comprova, a exemplo das maravilhas operadas pela Mãe de Deus em suas aparições ao cacique da tribo dos Coromotos, o amor e a proteção que Ela dedica àquela nação hispano-americana Dom João del Corro e sua esposa, Dona Felipa de Ponte e Villena, haviam sobrevivido anos a fio a todos os desafios que faziam parte da vida quotidiana de um colono espanhol na Venezuela de 1650. Porém, agora Dona Felipa estava morrendo. Não falecia como resultado de um terremoto, tão comum naquelas regiões; o último de grande porte ocorrera em 1641. Nem de um ataque de piratas protestantes, verdadeiro flagelo da época. O inglês Jackson, o holandês Balwin e o francês Gramont tinham sido felizmente repelidos pelas tropas espanholas em 1643 e 1645. Também não fora vítima do ataque de índios selvagens, os temíveis caribes do cacique Chiparara, o qual preparava a última insurreição indígena contra os colonos. Nem sequer fora atingida por uma das epidemias de varíola, que quase despovoaram o vizinho vale de Caracas; ou atacada por feras e cobras! Ela morria ao dar à luz seu filho Francisco. Os escassos conhecimentos médicos da época, ainda mais numa remota região da costa do Mar do Caribe chamada Naiguatá, não alimentavam esperanças de que Dona Felipa pudesse sobreviver. Promessa Homem de fé, seu esposo não hesitou em recorrer à proteção da Santíssima Virgem. Prometeu que, se sua esposa e filho sobrevivessem, ele faria a doação de uma cópia da imagem de Nossa Senhora da Soledade -- que se encontra no Convento da Vitória, de Madri, Espanha -- para a igreja de São Francisco, de Caracas. A Santíssima Virgem ouviu a oração confiante desse angustiado devoto e tanto a mãe quanto o filho sobreviveram. Restava agora o problema do cumprimento da promessa. Em nossos dias seria fácil. Mas no século XVII as dificuldades de comunicação eram imensas. Na Venezuela colonial de então não havia quem pudesse fazer o trabalho. Poder-se-ia encomendar a imagem no México ou no Peru, onde floresciam escolas de escultura sacra. Mas uma disposição emanada de Madri proibia o comércio entre as colônias. Tudo devia ser pedido à Metrópole. Foi por isso que só em 1653, ao partir uma nau para a Espanha, Dom João pediu ao seu comandante, Dom Sancho de Paredes, o favor de obter a almejada imagem. Dom Sancho era amigo da família e o encargo que recebeu ilustra bem o relacionamento humano daquelas épocas de Fé e retidão. Prometeu que, ao chegar à Espanha, mandaria executar a cópia da imagem pelo melhor escultor que conseguisse, bem como os trajes e ornamentos para revesti-la, tudo a fio de ouro e prata. Só depois de retornar ele lhe apresentaria a conta, que Dom João assumiu o compromisso de pagar, mesmo que para isso tivesse que vender todo o seu patrimônio, que consistia numa esplêndida fazenda, situada em larga faixa de terra, das montanhas até o mar. Tal contrato, que a atualmente soa como algo incompreensível, tomou-o Dom Sancho com toda naturalidade. Assim, quase um ano depois, retorna da Espanha em direção ao porto de La Guaira, próximo à fazenda Naiguatá, de propriedade de Dom João. A imagem, com seus ornamentos, foi acondicionada numa grande caixa. E a conta a ser paga não era pequena! Tragédia: a imagem é atirada ao mar! A navegação corria normalmente até que, no mar do Caribe, seu navio, o São Fernando, depara-se com um furacão. A um leitor brasileiro é difícil imaginar o que possa ser uma borrasca marítima naquela região, ademais tratando-se de uma precária embarcação de madeira daquela época. Em plena noite, em meio aos vagalhões, marinheiros desdobram-se por toda parte para manter o navio flutuando. De seu posto de comando, Dom Sancho tudo coordena. Mas vê-se obrigado, em certo momento, a mandar jogar ao mar parte da carga, pois do contrário a nau afundaria. Ocorre então a tragédia. Apavorados e confundidos pela escuridão, os marinheiros acabam lançando ao mar a pesada caixa contendo a própria imagem da Virgem e seus ornamentos. Qual terá sido a desolação de Dom Sancho, uma vez terminada a tormenta, ao verificar o fato irreparável. Porém, era também ele um homem de fé e nessa situação angustiante elevou fervorosas preces àquela que é a Mãe de Misericórdia. O mal estava feito e já não havia remédio senão explicar o ocorrido ao seu amigo, Dom João. Para não falar da pesada conta a ser resgatada. Naquele tempo, a chegada de uma nau, avistada em alto mar, era notícia de grande importância. Não tardou Dom João a acorrer ao porto para aguardar que a São Fernando atracasse. Foi então que ouviu do angustiado Dom Sancho o relato da perda da imagem. Inexplicável desembarque Entretanto, para sua surpresa, Dom Sancho notou que o amigo permanecia inteiramente calmo, apesar da brusca e trágica notícia. Dom João disse-lhe então para não se preocupar, pois já havia conseguido a imagem tal qual desejava. Que partissem imediatamente para vê-la. - Aqui na Venezuela? Mas se não tem quem a faça!, redargüiu Dom Sancho. - É, mas consegui uma. Venha à minha fazenda e a verá, acrescentou Dom João. Ele não quis contar, naquele momento, que dias antes fora chamado por seus empregados, que haviam encontrado na praia da fazenda uma caixa. Ao abri-la, depararam com uma magnífica imagem de Nossa Senhora da Soledade, com todos os seus ornamentos. Vendo que a imagem correspondia exatamente ao seu pedido, logo concluiu que se tratava de um portentoso milagre. Mas desejando tirar a limpo o fato, nada disse ao deprimido capitão. Este, ao chegar à fazenda, viu a imagem e ficou pasmo e admirado. Após observá-la atentamente comentou: - Se não estivesse tão certo de ter lançado ao mar a imagem que eu trazia, diria que é esta, de tal modo se parece com ela. Foi só neste momento que Dom João levou o amigo para uma sala ao lado, onde se encontravam a caixa em que estava a imagem, os vestidos e os galões de prata e ouro. Ao ver estes objetos, Dom Sancho certificou-se do grandioso milagre. A pesada imagem, lançada ao mar a muitos quilômetros de distância, chegara à fazenda no mesmo dia em que fora atirada à água. O prodigioso acontecimento não tardou a ser conhecido em toda a colônia. E o traslado da imagem à Igreja de São Francisco, em Caracas, onde é venerada até nossos dias, marcou época. * * * Tal milagre não é um fato isolado na história da Venezuela. Somam-se a ele as maravilhosas aparições de Nossa Senhora ao cacique da tribo dos índios Coromotos, em 1652 (*), portanto apenas dois anos antes do ocorrido com a imagem da Soledade. Na mesma época tiveram início as missões entre os índios pelos frades capuchinhos, 23 dos quais seriam martirizados por esses ferozes pagãos. Tais acontecimentos desencadearam um afervoramento religioso entre os colonos e favoreceram enormemente a catequese e assimilação dos indígenas. É realmente impressionante constatar como a Divina Providência suscitou a fundação de tantas novas Nações, sobretudo na Gbero-América, justamente na época em que a Santa Igreja sofria o terrível embate do protestantismo, surgido no século anterior, mas que conquistara vários países da Europa e ainda assolava o Velho Continente. E no mesmo século XIII, no decorrer do qual outra terrível heresia - o jansenismo - tentava desviar os fiéis, especialmente na França e na Bélgica, da ortodoxia católica, para fazê-los abraçar, em boa medida, princípios protestantes mitigados. Os fatos narrados fazem parte da gloriosa história do nascimento de uma dessas nações, a Venezuela que teve uma origem tão católica. ____________________________ * Ver in Catolicismo, Nossa Senhora de Coromoto, História de uma predileção, (Set./76, nº 309). Fonte de referência 1 - Irmão Nectario Maria, Venezuela Mariana, Imprimerie de la Seine, Montreuil-sous-Bois, França, 1930. 2 - Francisco Izquierdo Martí, Imágenes de Maria en Venezuela, in revista "La Inmaculada", Caracas, 1904.
Por Paulo Renato, em 16/07/2008 às 17:10 h
Notícia de Terça, 15 de Julho de 2008
O que é heresia? Elas sempre nos acompanharam desde o início da Igreja
Heresia não significa o mesmo que incredulidade, cisma, apostasia ou qualquer outro pecado contra a fé. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) define a heresia do seguinte modo: “Incredulidade é negligenciar uma verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia é o total repúdio total da fé cristã; cisma é a recusa de sujeição ao Romano Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele” (CIC 2089). Para ser culpada de heresia uma pessoa deve estar obstinada (incorrigível) no erro. Uma pessoa que está aberta à correção ou que simplesmente não tem consciência de que o que está dizendo é contrário ao ensinamento da Igreja, não pode ser considerada como herética [herege]. A dúvida ou a negação envolvidas na heresia devem ser pós-batismal, ou seja, ocorrer depois do Batismo. Para ser acusada de heresia uma pessoa deve ser, antes de tudo, batizada. Isso significa que aqueles movimentos que surgiram da divisão do Cristianismo ou que foram influenciados por eles, mas que não administram o Batismo ou que não batizam validamente, não podem ser considerados heresias, mas apenas religiões separadas (exemplos incluem muçulmanos que não possuem batismos e testemunhas de Jeová que não batizam validamente). E, finalmente, a dúvida ou a negação envolvidas na heresia devem estar relacionadas a uma matéria que deve ser crida com “fé católica e divina”, em outras palavras, alguma coisa que tenha sido definida solenemente pela Igreja como verdade divinamente revelada (por exemplo, a Santíssima Trindade, a Encarnação de Jesus Cristo, a Presença Real de Cristo na Eucaristia, o Sacrifício da Santa Missa, a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição e Assunção de Nossa Senhora). As heresias sempre nos acompanharam desde o início da Igreja até os nossos tempos atuais. Geralmente elas sempre tiveram início por membros da hierarquia da Igreja, mas eram combatidas e corrigidas pelos Concílios e Papas. Felizmente temos a promessa de Cristo de que elas [heresias] jamais prevalecerão contra a Igreja: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16,18), pois a Igreja é verdadeiramente, nas palavras do Apóstolo Paulo, “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Timóteo 3,15). Artigo extraído do site www.cleofas.com.br - do tema 'Grandes heresias' Gercione Lima
Por Paulo Renato 15/07/2008 às 18:07
Notícia de Quinta, 10 de Julho de 2008
Testemunho de Neil Velez
Conheça a história de conversão e fé de Neil Velez, pregador que estará presente no ‘I Encontro Latino-americano de Cura e Libertação’, que vai ser realizado de 25 a 27 de julho, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). Testemunho Eu estava morrendo na cama de um hospital. Especialistas do Texas e da Califórnia viajaram à cidade de Nova York para me dizer que não podiam fazer mais nada por mim e que eu teria somente três meses de vida. As válvulas do meu coração não estavam funcionando corretamente e surgiram tumores em minha cabeça, os quais faziam com que eu tivesse convulsões. Além do mais, um desses tumores oprimiu o nervo óptico deixando-me cego. Eu tinha hemorragias internas, vomitava sangue e caía banhado naquele líquido vermelho. Também padecia de meningite. Enquanto me encontrava prostrado naquele quarto, debatia dia e noite com Deus. Minha discussão com o Senhor se centrava basicamente na seguinte passagem bíblica: 1 Pd 2,24, que dizia: “Por Suas chagas fomos curados”. Eu tentava esquecer esse versículo mas não conseguia. A cada segundo que passava me sentia mais irritado com o Senhor. Por que eu estava tão irritado? Porque esse versículo me falava em um tempo passado. Não dizia que eu ia receber a cura ou que esperava ser curado, mas que eu já estava curado, há pouco mais de dois mil anos em uma cruz. Enquanto aquele versículo atestava que eu tinha saúde, o meu corpo me mostrava exatamente o contrário. Nasci enfermo e minha condição foi piorando até perder a vista e ficar prostrado em uma cama. Toda essa situação chegou a tal ponto que começei a gritar e a brigar com Deus, dizendo-lhe textualmente essas palavras: “Duas coisas estão acontecendo aqui: Tudo isso é mentira ou eu não te conheço”. Nesse momento, escutei uma voz muito clara que me respondeu: “Meu filho, verdadeiramente tu não me conheces”. Eu passei minha vida inteira dentro da igreja. Pertenço à segunda geração de um ministério, meus pais e meus tios me levavam desde pequeno com eles a retiros e vigílias. Em outras palavras, não conheço outra vida que não seja de igreja em igreja. Dediquei toda minha vida ao Senhor, me formei e me preparei na Igreja, passando inclusive por um seminário. Com 12 anos eu já estava ministrando. E Ele dizia que eu não o conhecia. A verdade é que eu acreditava conhecê-lo. E aí está a confusão de muitos que estão convecidos da mesma coisa que eu pensava naquela ocasião. Alguns consideram que – por não faltarem nunca à Missa, receberem a Eucaristia diária e serem constantes na oração do rosário – conhecem o Senhor profundamente. Outros estão convencidos de que por estudarem Filosofia, Teologia ou Psicologia o conhecem. Assim como há aqueles que até pregam sobre Jesus Cristo e ainda não sabem sobre quem estão falando. E eu era um destes! Acreditava saber sobre Ele, não só pela minha preparação como também pela minha educação e experiência, mas eu estava equivocado. Naquela noite descobri que eu estava longe de Deus. Representava o personagem bíblico, que fala de coisas sobre as quais não entendia, conhecia-nas somente de ouvir falar (cf. Jó 42, 1-6). Quando o Senhor voltou a me falar eu compreendi a razão das palavras d’Ele. Como pude, desci da cama, me ajoelhei e começei a chorar como uma criança. Entre gemidos lhe disse as seguintes palavras: “É verdade, meu Deus. Eu não te conheço! Mas hoje quero te conhecer”. Foi o dia em que fiz a oração mais importante da minha vida. Naquele momento, humildemente, abri mão de tudo o que eu pensava ser e ter, incluindo estudos, talentos, dons e formação. Naquele dia morri para mim mesmo e para tudo que eu tinha convicção de conhecer. Assim pude permitir que Deus nascesse em mim. Momentos antes de concluir a manifestação daquelas palavras, algo aconteceu comigo. Era uma dor tão forte que dava a sensação de que minha cabeça iria explodir. Quando senti que não podia mais resistir àquele tremendo sofrimento, começei a gritar como um louco naquele quarto. Gritei tanto que os médicos vieram correndo e entraram no quarto. Logo, de repente, aquela dor desapareceu e reinou a calma. Quando parei de chorar e sequei minhas lágrimas, abri meus olhos e notei que minha visão havia voltado. Estava contemplando o rosto daqueles médicos que me olhavam atônitos. Eu lhes dizia, cheio de emoção e alegria, que podia ver. Eles estavam maravilhados e em seguida começaram a fazer vários exames em mim e descobriram que os tumores e a meningite também haviam desaparecido. Os médicos diziam não compreender o que havia ocorrido comigo. Diziam que era conveniente que eu não tivesse ilusão, já que, em muitas outras ocasiões, ocorreram alívios passageiros. Insistiam em me recordar que só me restavam três meses de vida e que esse fato era irreversível. Recordo-me de que, logo depois de escutar o que os médicos me informaram, ter lhes dito: “Obrigado por tudo o que vocês fizeram por mim. Mas eu não vou morrer!” Eles continuavam insistindo que eram especialistas em casos como esse e que não tinham a menor dúvida de que meu fim estava próximo. Por curiosidade, igualmente, me perguntaram: “Quem te disse que isso não ia ocorrer?” E eu lhes respondi: “Deus. Por Suas chagas eu fui curado”. Então, eles me proibiram de fazer atividades e eu decidi pregar incansavelmente. Recordo-me de que, na minha debilitada condição, tomava a Bíblia, começava a pregar e ensinava o que Jesus Cristo nos deu através de sua Cruz. Pregava sobre essa passagem (1Pd 2,24) e até dava testemunho da minha cura. Muitos dos que caminhavam comigo diziam que eu estava mentindo, porque a verdade era que meus dias estavam contados. Ao final da pregação, eles me levavam para um local reservado, pois, por conta das tonturas, eu desmaiava e caía no chão banhado em sangue. Meus irmãos tinham que sair correndo comigo para o hospital. Outras vezes, permanecia inconsciente por alguns minutos caído no chão. Depois de algum tempo, eu me levantava com algum esforço, pegava o meu lenço e tentava me limpar daquele sangue como podia. Podem me chamar de louco ou fanático, ou seja, uma pessoa que cegamente crê em algo. Hoje eu estou em pé aqui, porque cegamente acreditei em Deus. Porque caminhava crendo em meu Deus. Porque quando eu desmaiava e caía no chão, logo em seguida me levantava novamente. Deus não respeita homens, não faz distinção entre uns e outros, porque todos somos iguais diante d’Ele. Não olhe para mim como um super-homem. Você é filho de Deus! E o que Cristo fez na cruz – o fez por você também. Por Suas chagas, as chagas do Crucificado, você também foi curado! A você basta acreditar nesse sacrifício que Ele fez por todos nós e confiar plenamente n’Ele. Jesus Cristo hoje diz a você: “Toma teu leito, vai para casa, porque já estás curado.”
Fonte: cancaonova.com
Notícia de Terça, 25 de Março de 2008
Al Qaeda ameaça matar o papa Bento XVI
O Vaticano negou, nesta quinta-feira, a acusação feita por Osama bin Laden de que a publicação de caricaturas do profeta Maomé seria parte de uma "nova cruzada" envolvendo o papa Bento XVI. "Suas publicações desses desenhos - parte de uma nova cruzada em que o papa do Vaticano teve um papel significativo - é uma confirmação da sua parte que a guerra continua", afirmou a mensagem endereçada "aos que são sábios na União Européia". - Essas acusações são totalmente infundadas - disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, reagindo à gravação divulgada na Internet. A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) atribuiu a mensagem ao próprio bin Laden, confirmando que a voz no vídeo é mesmo a do líder insurgente. Em 2006, o pontífice alemão atraiu protestos por fazer uma citação que aparentemente atribuía um caráter violento ao Islã. Grande ameaça Em seu pronunciamento, Osama bin Laden, ameaçou impor severas punições à Europa por causa das caricaturas. Segundo a agência de notícias italiana Ansa, que ouviu uma fonte da unidade antiterrorismo do Ministério do Interior da Itália, oficiais de segurança italianos consideram essas novas acusações de Bin Laden uma grande ameaça. - Se não há controle sobre a liberdade de suas palavras, então que seus corações estejam abertos à liberdade de nossas ações - diz a mensagem em determinado ponto. O depoimento de Bin Laden foi pronunciado no dia do aniversário do fundador do Islã, Maomé e dos cinco anos da invasão norte-americana no Iraque. - Não é segredo para ninguém que esses pactos selvagens (entre Europa e Estados Unidos) não acabaram com a guerra, mas fortaleceram nossa determinação de assegurar nosso direito de vingar nossa gente e expulsar de nosso país as forças ocupantes - ameaçou. Para Bin Laden a publicação das caricaturas foi uma ofensa mais grave "do que o bombardeio de modestas aldeias que desabaram sobre nossas meninas". Bin Laden aparece no vídeo em uma imagem estática, vestido de branco e com uma metralhadora, e em frente a ela aparece uma bandeira da União Européia, que, ao fim do vídeo, é destruída. Jyllands-Posten A polêmica charge mostra o profeta Maomé, figura central do islamismo, com uma bomba em seu turbante. Esta e outras caricaturas com a imagem de Maomé foram publicadas pela primeira vez em 2005, pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten e, posteriormente, por diversos veículos. A publicação das charges, consideradas ofensivas pelos muçulmanos, provocou protestos violentos de comunidades muçulmanas em vários países e deixou mais de cinquentas pessoas mortas. Vários jornais reproduziram os desenhos alegando defender o direito à liberdade de expressão. Há um mês, jornais dinamarqueses republicaram a charge, depois da prisão de três pessoas supostamente envolvidas em um plano para assassinar o cartunista responsável pela obra. A republicação provocou uma nova onda de protestos. A mensagem divulgada pelo site islâmico nesta quarta-feira traz uma imagem congelada de Bin Laden portando um fuzil AK-47. Traz também a tradução da mensagem em inglês. A produtora que fez o vídeo é a Al Sahab, que o disponibilizou no site Al Ikhlas. Os dois veículos costumam reproduzir todos os comunicados da Al Qaeda. Em setembro de 2007, ele divulgou uma gravação em que celebrava o sexto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, atribuídos à sua rede Al Qaeda. A voz do suposto Bin Laden apareceu sem apoio de imagens. Por isso, é impossível saber se ele continua vivo ou se morreu. Tom de protesto Em outro front, o cardeal Joseph Zen, arcebispo de Hong Kong, disse não temer reações negativas por parte da China ao fato de ter usado a palavra "perseguição" em sua reflexão para a Via Crucis que acontecerá no Coliseu, em Roma, nesta sexta-feira. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o arcebispo disse ter se consultado com especialistas do Vaticano antes de escrever o texto, "pessoas muito sábias", que leram a reflexão "de modo que não tivesse nenhuma palavra perigosa". A propósito do uso das expressões "perseguição" e "Igreja do silêncio" nos textos da Via Crucis, o cardeal explicou que "são palavras ditas em um ato de oração e não em um ato de acusação ou protesto". - A palavra 'perseguição' é usada também pelo Papa na carta de julho passado: quando não há plena liberdade religiosa nós dizemos que há perseguição. Veja bem que na Via Crucis se prega também para os perseguidores - disse Zen.
Fonte: Correio do Brasil Pela Redação, com agências internacionais - de Cidade do Vaticano e Roma
Notícia de Segunda, 24 de Março de 2008
Câmara pode votar legalização do aborto depois da Páscoa
O novo presidente da Comissão de Seguridade da Câmara, Jofran Frejat, (PR-DF) prometeu pôr em votação o projeto de legalização do aborto, que tramita há 16 anos. "Não vou protelar, apesar de ter gente que queira ficar empurrando este assunto para frente. O projeto será votado na comissão. Mas só depois da Semana Santa, em respeito à data", afirmou Frejat, médico e ex-secretário de Saúde do Distrito Federal.
O relator do projeto, Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), deu parecer contrário à legalização e pela permanência da lei como está, com autorização para interrupção da gravidez nos casos de estupro ou de risco para a mãe.
O deputado disse que, por ter assumido a presidência da comissão, prefere não tornar pública sua opinião. No entanto, suas declarações deixam claro que não defende a legalização do aborto. "A argumentação do ministro da Saúde não me convenceu completamente. Me pergunto se, com o aborto liberado em qualquer tempo, os hospitais públicos terão condição de fazer esse tipo de procedimento. E também se a legalização não estaria em confronto com a política do governo de controle da natalidade e de paternidade responsável. Porque a pessoa pode pensar que, se engravidar, poderá ir ao hospital e fazer um aborto", disse Frejat.
Outro projeto que o presidente da comissão promete pôr em pauta é o que prevê pagamento de um salário mínimo, durante 18 anos, à mulher vítima de estupro que decidir ter o filho. O benefício foi apelidado de "bolsa estupro" por militantes favoráveis à legalização do aborto.
O relator do projeto, deputado José Linhares (PP-CE), é contra o aborto e já se mostrou favorável à compensação financeira paga pelo Estado à mãe vítima de violência sexual que optar por não interromper a gravidez. "Este projeto também terá que ser discutido. Não quero segurar nada aqui na comissão. É uma questão de consciência da mulher. Ela pode pensar que vai receber um dinheirinho e assim decidir cuidar do filho. Por outro lado, me pergunto se é justo que uma mulher gerar um feto de um desafeto, de um homem que a violentou", afirmou.
Agência Estado
Solene Vigília Pascal reúne vários fiéis na Catedral de Picos
Neste Sábado (22/03), Picos celebrou a Vigília Pascal. Às 22 horas, quem chegava à Catedral encontrava a igreja às escuras e bancos vazios. Do lado de fora, centenas de fiéis, o Bispo, dois Sacerdotes e os acólitos estavam reunidos em torno de uma fogueira preparada para a benção do fogo novo onde seria aceso o Círio Pascal. O Círio Pascal é uma grande vela que na Páscoa simboliza Cristo Ressuscitado.
Após a cerimônia da benção do fogo e Círio Pascal ser aceso e o povo saiu em procissão até a porta principal da Catedral onde foi cantada a primeira aclamação: “A luz de Cristo”. E o povo aclamou: "Graças a Deus". A aclamação repetiu-se por três vezes até chegar ao altar principal. Neste momento todos já tinham acendido suas velas. Então, foi feita a proclamação da Páscoa no ambão. Neste momento, todos mantiveram suas velas acesas. Em seguida, foi feita a Liturgia da Palavra, com nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento. Após cada leitura o coral cantava o respectivo Salmo e o Bispo rezava a oração correspondente. Terminadas as leituras do Antigo Testamento, o coral cantou o solene Glória, acompanhado pelo toque dos sinos.
Após a homilia foi feita a apresentação da criança que estava ali para ser batizada e a benção da água para a aspersão do povo e o Batismo.
Feita a renovação das promessas do Batismo, Dom Plínio fez a aspersão do povo com a água benta. Depois da aspersão todos fizeram a renovação das promessas batismais, seguindo-se do Batismo da criança. A Missa continuou e terminou a 00h30min minutos do domingo, 23/03.
Autor/Fonte: Pascom Diocesana - diocesedepicos.org.br
Notícia de Segunda, 17 de Março de 2008
Morre fundadora do Movimento dos Focolares
Assessoria de imprensa; Agência Eccclesia Num clima sereno, de oração e de intensa comoção, Chiara Lubich, fundadora e presidente do movimento dos Focolares, morreu na madrugada desta sexta-feira, 14, aos 88 anos, na sua casa, em Rocca di Papa, perto de Roma.
Chiara já havia sido hospitalizada, no Hospital Gemelli, na capital italiana, em fevereiro para realizar exames, quando teve complicações respiratórias. Nesta quarta-feira, 12, diante da inexistência de reação ao tratamento, os médicos atenderam o desejo expresso pela própria Chiara de voltar para casa junto à comunidade dos Focolares, que também em todo o mundo estava em profunda oração por ela.
Ontem, durante todo o dia, centenas de pessoas – familiares, estreitos colaboradores e os seus filhos espirituais – passaram pelo seu quarto para lhe dar o último adeus, ficando depois em recolhimento na capela contígua, e finalmente rezando, no jardim da casa de Chiara. Uma ininterrupta e contínua procissão. A alguns, Chiara fez um aceno com a cabeça, apesar da extrema debilidade.
Continuam a chegar, de todas as partes do mundo, mensagens de participação e de plena comunhão por parte de alguns líderes religiosos, políticos, académicos e civis, e de muita gente do “seu” povo.
O funeral será na próxima terça-feira, 18, às 15h (horário de Lisboa), na Basílica Papal de São Paulo fora de muros, em Roma.
Fonte: cancaonova.com
|
|