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Notícia de Segunda, 30 de Junho de 2008

As sete práticas

Uma pesquisa coordenada pela egípcia Mona Mourshed revelou uma lista de sete práticas que são comuns entre os países que tem os melhores desempenhos na educação no mundo inteiro. O barato da pesquisa foi mostrar que essas práticas garantem a elevada qualidade desses países sem precisar necessariamente de muitos investimentos financeiros, mas de políticas criteriosas de ingresso, formação e carreira, como ocorrem nas empresas.

A primeira prática refere-se ao nível dos professores. Apenas os melhores ensinam, apenas os mais talentosos são recrutados. Os efeitos disso são: economia de tempo e dinheiro na formação "de gente que tem talento", a qualidade dos cursos aumenta e a carreira do professor iguala-se a de qualquer outro profissional de status.

Cada aspirante a professor recebe o acompanhamento de tutores, o que permite uma orientação desde o planejamento da aula até a correção das atividades.

A carreira de professor torna-se atraente por duas razões: o seu salário é igualado ao de outros profissinais, de outras carreiras.

Quem almeja o cargo de diretor de escola, está obrigado a passar por uma espécie de MBA de seis meses. Os futuros gestores aprendem a administrar e estagiam em grandes empresas.

Periodicamente, é realizada uma auditoria na instituição de ensino. Todos os detalhes são analisados, desde a situação da estrutura física até no cumprimento do programa curricular.

As escolas adotam um currículo unificado, respeitanco, claro, as especificidades regionais e culturais. A unidade de um currículo garante o acompanhamento comum em todos os lugares.

Quem precisa de reforço o recebe de graça. Em horários fora do obrigatório, os alunos com aprendizagem deficiente recebem gratuitamente acompanhamento de professores (muito bem) pagos para isto.

Estas são as sete práticas elencadas na pesquisa. Parece não haver grandes novidades para o meio educacional. No entanto, não podemos deixar de nos perguntar pelo ensino no Brasil.

Ainda não levamos suficientemente a sério o que os documentos prescrevem no Brasil. O abismo entre as leis e o seu cumprimento está no nível de importância dado pelos governos; e não só, pelo afrouxamento da formação de nossos professores, que chegam nas salas de aula despreparados; e não só, pelo investimento pedagógico nas unidades de ensino, o que contempla uma boa proposta político pedagógica com objetivos a serem alcançados. A seriedade pelo caminho é fundamental para acompanhar o esperado avanço ou repensar os nem tão esperados retrocessos ou estagnações. Como vemos, é uma gama de elementos concorrentes para o fracasso da educação brasileira. Um bom exercício de análise seria hierarquisar todas as possíveis razões desse fracasso por ordem de causa.

Ao final das contas, acredito é no grau de responsabilidade pela educação das futuras gerações. Não vemos e não tivemos a boa formação básica, e nem por isso deixamos de nos tornar críticos em relação às práticas de formação escolar. Quando a educação for tratada como propulsora da formação da consciência coletiva de um povo, talvez / certamente, os rumos educativos no Brasil seriam diferentes do que temos hoje.

E então, o Brasil está perto ou longe do ranking da boa educação? Há muito por fazer e somos suficientemente corajosos para inciar um futuro promissor no interior de nós mesmos.

A pesquisa foi divulgada pela revista Veja (18 de junho de 2008).


Por Rafael Lima às 14h09


Notícia de Terça, 17 de Junho de 2008

Sua vida é significativa?

Descobri recentemente um livro fabuloso, de um conteúdo existencial com ressonância na vida prática de qualquer pessoa que anda em busca de qualidade de vida. Uma vida significativa é a coletânea de algumas dezenas de preleções proferidas por um rabino famoso, líder espiritual de uma corrente judaica chamada Chassidismo (ou hassidismo, segundo algumas traduções), atualmente presente em muitas partes do mundo. Representantes desta corrente são igualmente (re)conhecidos no meio intelectual e religioso pelo pensamento humano pautado no valor da existência. Gostaria de comentar livremente algumas das preleções do livro Uma vida significativa, além de recomendá-lo como leitura para o crescimento intelectual e humano.

Vivemos. Mas vivemos bem ou mal. Não trago nenhuma novidade quando afirmo que somos feitos de escolhas. Somos livres no momento de optar pelo tipo de qualidade de vida. Falando modernamente, somos feitos exclusivamente de correria, de aborrecimentos diários e de qualidade de vida pela metade. Ao que tudo indica,há bastante tempo deixamos de ser pessoas com projetos além-trabalho, além-cursos de graduação e além empreguinho-na-prefeitura.

Constatamos que os nossos dias perderam o significado que lhe eram próprios. Esquecemo-nos de que vivemos para realizar sonhos, de trabalhar em nossos projetos e alcançar metas. Perdemos de vista, há tempos atrás, o significado de nosso dia – para não dizer da vida – porque preferimos olhar somente a dois metros à nossa frente.

Outro dado é que não sabemos mais a quem agradecer por estarmos vivos. Não me refiro a práticas religiosas – institucionalmente falando – mas de um ideal espiritual. Não critico os que não rezam, estes o fazem por alguma razão, mas preocupo-me com a ausência de anseios maiores, localizados nas proximidades do céu - e olha que este lugar nem existe. Agimos indiferentes à espiritualidade que chegamos a achar que somos auto-suficientes.

Viver é cercar-se de possibilidades, dinâmicas de perene transformação, é nos encaminhar-mos para a potencialização de uma essência. Sabiam? SOMOS DONOS DE UMA ESSÊNCIA. Não seremos plenos enquanto não realizarmos em nós o que nós mesmos queremos sinceramente para todos os dias.

A vida é significativa quando passamos a viver bem.



Por Rafael Lima às 11h37


Retorno à coluna

Chamei este longo período longe da coluna de fase de transição. Deixei o seminário – longos 8 anos, com um intervalo de 2 - , encontrei um emprego e precisei me adaptar ao seu ritmo, e ganhei mais e novas preocupações no que nomeei de uma vida nova para novos tempos. Para que estas coisas fossem administradas corretamente e com sucesso, achei que precisaria de um tempo suficiente para me situar nessa tal nova vida. Mesmo assim, penso que, ao final de tudo, todos os dias, vivemos nova vida.

Devendo aos idealizadores deste site, hoje me redimo atualizando a coluna com duas postagens escritas de um fôlego só. Por trás de toda redenção sustenta-se uma intenção sincera de busca de perdão. Pedido de perdão aos leitores do site.
Vamos aos fatos e à redenção. Deixemos de conversa besta e floreada.

Quando lancei a proposta de uma coluna nomeada PAIDÉIA e CULTURA, não deixaram de ser feitas as perguntas por estas duas palavras, isto é, qual a finalidade da coluna e a que se propõem os artigos postados. Passemos às explicações necessárias.

PAIDÉIA é um termo originário do grego – como boa parte de nosso comportamento ocidental – e significa FORMAÇÃO, aqui entendida como atitude humana necessária para o crescimento da pessoa e o seu desenvolvimento integral. FORMAÇÃO DA PESSOA HUMANA. Preocupação pela evolução deste em direção ao seu mais profundo estado subjetivo. Formação não como Educação, somente. Mas Formação como Visão do Ser Humano. Paidéia é, portanto, Formação Humana.

CULTURA é um termo com significações diversas, sendo que algumas são consensuais e outras nem tanto. Entendo a soma de Cultura com Paidéia como uma tentativa despretensiosa de um Professor de Filosofia, o que me tornei recentemente, de conjugar as duas idéias. Cultura é tudo o que o homem produz, desde uma simples cadeira até teorias sobre o homem e o mundo. Cultura é produção humana, é expressão de uma busca (in)consciente pelas soluções dos problemas humanos.

Percebam que não me aprofundei na definição dos dois t

Por Rafael Lima às 11h36


Notícia de Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Rafael e Silva Lima

Mesmo nascido em terra pernambucana, minha naturalidade é piauiense. Sou filho de Edilson Candido de Lima e Maria do Rosário e Silva, tenho dois irmãos, um mais velho e outro mais novo que eu. Minha formação intelectual obtive em Simões, Picos, Teresina e Recife, lugares por onde passei ao longo de meus 25 anos de idade. Atualmente estou concluindo a minha Licenciatura em Filosofia, pelo Instituto Salesiano de Filosofia – INSAF, no Recife, onde moro há 05 anos. Espero concluir em breve a minha primeira Licenciatura, Letras/Português, em Teresina. Para terminar, sou salesiano, aspirante ao sacerdócio por uma Congregação religiosa que trabalha diretamente com a educação de centenas de milhares de jovens em mais de 132 países, fundada por São João Bosco. A mesma paixão que move os salesianos – a educação – é a mesma que me inspira a escrever uma coluna.

Por Rafael Lima às 14h36


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